O circuito de Baku exige um compromisso técnico delicado. O setor do meio é apertado e sinuoso, o que aumenta a importância de um carro equilibrado, enquanto as retas cobram eficiência aerodinâmica e boa performance de ponta. Antes da etapa, a avaliação era de que a Ferrari teria um “desafio” para achar um acerto que desse a Leclerc e Hamilton as ferramentas necessárias.
Setor travado e reta longa aumentam dilema da equipe
A preocupação da Ferrari não aparece só no desenho da pista. Fred Vasseur, chefe da equipe, já havia apontado após os treinos em Monza que a velocidade em reta do carro era “um grande problema”. Esse ponto ganha ainda mais relevância em Baku, onde a perda de desempenho nas acelerações pode comprometer tanto a classificação quanto o ritmo de corrida.
No ano passado, Hamilton e Leclerc terminaram 36s310 e 36s774 atrás do líder em Baku, respectivamente. O retrospecto da Ferrari na pista também ajuda a dimensionar o desafio: a equipe nunca venceu o GP do Azerbaijão, apesar de já ter conquistado cinco poles no local. Leclerc respondeu por quatro dessas pole positions.
Histórico de poles não virou vitória em Baku
Mesmo com bom desempenho em voltas rápidas ao longo dos anos, a Ferrari ainda não conseguiu converter esse potencial em triunfo na prova. Os melhores resultados da equipe em Baku foram o segundo lugar de Kimi Raikkonen em 2018 e o segundo lugar de Leclerc em 2024.
Para a etapa de 2026, a Pirelli levou os compostos C3, C4 e C5 como duro, médio e macio. Segundo a fornecedora, o asfalto de Baku tem nível de aderência de 2 em 5 e abrasão de 1 em 5. A possibilidade de granulação dos pneus também aparece como um fator de comportamento menos previsível ao longo do fim de semana.