Fórmula 1

Ferrari abandona mudança no turbo do motor de 2026 e já trabalha em evolução para 2027

A Ferrari desistiu de uma mudança importante no turbo de sua unidade de potência para a temporada de 2026 depois de detectar um problema de confiabilidade no projeto desenvolvido ao longo de meses. Com a alteração descartada na reta final, a fabricante optou por otimizar o turbo menor do pacote ADUO2, em vez de levar adiante a versão maior que vinha sendo preparada.

Ferrari abandona mudança no turbo do motor de 2026 e já trabalha em evolução para 2027
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A informação surge em um momento em que a Ferrari ainda busca mais potência para o próximo campeonato. A referência mais recente apontava a equipe mais de 4% atrás da Red Bull em potência, enquanto uma atualização introduzida na Áustria tinha como meta reduzir uma diferença de 25 hp para a Mercedes. No fim, o motor ADUO2, estreado na 13ª etapa da temporada na Itália, rendeu ganho de apenas 5 hp.

Problema de confiabilidade barrou pacote após meses de trabalho

Enrico Gualtieri, diretor técnico de unidade de potência da Ferrari, explicou que a equipe precisou mudar o plano às vésperas da introdução do conjunto. “Tivemos de nos contentar em otimizar nosso turbo menor”, afirmou.

O trabalho dos engenheiros da Ferrari no ADUO2 vinha sendo conduzido havia meses, mas a solução com turbina maior não foi considerada confiável o suficiente para seguir adiante. A decisão levou a Ferrari a manter uma configuração mais conservadora para 2026.

Busca por potência continua com foco também em 2027

Além de tentar reagir no curto prazo, a Ferrari já trabalha em atualizações para sua unidade de potência de 2027. A necessidade de avanço aparece em um cenário de mudança técnica na Fórmula 1, com a categoria caminhando para uma divisão de potência de 58/42 entre motor de combustão interna e parte elétrica, antes de passar a 60/40 em 2028.

O contexto fica ainda mais relevante porque 2026 marca a estreia da primeira unidade da Red Bull Powertrains. Segundo os dados levantados pela FIA, a Red Bull teve o motor de combustão interna mais potente em duas medições, enquanto a Ferrari ainda tenta entregar um conjunto mais forte para a próxima temporada.

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Redação F1 Racing Mania

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