A informação surge em um momento em que a Ferrari ainda busca mais potência para o próximo campeonato. A referência mais recente apontava a equipe mais de 4% atrás da Red Bull em potência, enquanto uma atualização introduzida na Áustria tinha como meta reduzir uma diferença de 25 hp para a Mercedes. No fim, o motor ADUO2, estreado na 13ª etapa da temporada na Itália, rendeu ganho de apenas 5 hp.
Problema de confiabilidade barrou pacote após meses de trabalho
Enrico Gualtieri, diretor técnico de unidade de potência da Ferrari, explicou que a equipe precisou mudar o plano às vésperas da introdução do conjunto. “Tivemos de nos contentar em otimizar nosso turbo menor”, afirmou.
O trabalho dos engenheiros da Ferrari no ADUO2 vinha sendo conduzido havia meses, mas a solução com turbina maior não foi considerada confiável o suficiente para seguir adiante. A decisão levou a Ferrari a manter uma configuração mais conservadora para 2026.
Busca por potência continua com foco também em 2027
Além de tentar reagir no curto prazo, a Ferrari já trabalha em atualizações para sua unidade de potência de 2027. A necessidade de avanço aparece em um cenário de mudança técnica na Fórmula 1, com a categoria caminhando para uma divisão de potência de 58/42 entre motor de combustão interna e parte elétrica, antes de passar a 60/40 em 2028.
O contexto fica ainda mais relevante porque 2026 marca a estreia da primeira unidade da Red Bull Powertrains. Segundo os dados levantados pela FIA, a Red Bull teve o motor de combustão interna mais potente em duas medições, enquanto a Ferrari ainda tenta entregar um conjunto mais forte para a próxima temporada.