Entre os pilotos afetados estavam Max Verstappen e Lewis Hamilton. Depois da corrida, a FIA confirmou que a combinação de baixa rotação do motor, pouca aderência e configurações de energia para pista molhada causou uma perda de potência não intencional.
Problema apareceu com pista molhada e não havia sido detectado antes
O episódio ocorreu nas primeiras condições molhadas da temporada. Neste ano, a categoria introduziu novos regulamentos técnicos, incluindo uma unidade de potência quase 50% elétrica, e a falha apareceu justamente nesse cenário de gerenciamento de energia em baixa velocidade.
A FIA reconheceu que o problema não havia sido identificado nem nos testes anteriores nem nas voltas até o grid. Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da entidade, admitiu que o software não tinha sido testado o suficiente para condições específicas. Em sua reação após a prova, ele afirmou: “Há bugs o tempo todo com software.”
Croft cobra responsabilidade da entidade
David Croft, comentarista da Sky Sports F1, responsabilizou a FIA pela condução do caso e questionou a preparação da categoria para situações como a do Bahrein. “Isso cai na conta da FIA. Desculpe, mas vocês são o órgão regulador”, disse.
Croft também criticou a falta de testes prévios para um cenário que combinava chuva, baixa aderência e uso das novas configurações técnicas. “Por que, afinal, situações como essa não foram testadas antes de começarmos a correr?”, afirmou. Em outro momento, cobrou mais planejamento: “Quero ver um pouco mais de pensamento estratégico.”
Apesar do incidente antes da largada, a corrida foi vencida por Verstappen, com Kimi Antonelli em segundo e Hamilton no pódio.
































