Fórmula 1

F1 anuncia Grande Prêmio Africano em Ruanda para o início dos anos 2030

A Fórmula 1 oficializou nesta terça-feira a entrada de Ruanda no calendário com um Grande Prêmio Africano previsto para o início dos anos 2030. O lançamento foi realizado na BK Arena, em Kigali, e recoloca a categoria no caminho de voltar a correr na África pela primeira vez desde 1993.

F1 anuncia Grande Prêmio Africano em Ruanda para o início dos anos 2030
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O acordo assinado é de 10 anos. Durante o evento, o CEO e presidente da F1, Stefano Domenicali, chamou a formalização de “um dos dias mais significativos da história da Fórmula 1”.

Projeto prevê circuito permanente com 6 km e 197 metros de desnível

A pista anunciada será uma instalação permanente, projetada especificamente para receber a categoria. O traçado terá 6 km de extensão, 17 curvas e uma variação total de elevação de 197 metros, um dos pontos centrais da apresentação do projeto.

O terreno foi escolhido justamente pela topografia acidentada, com a intenção de criar um circuito mais exigente. Carsten Tilke, diretor-gerente da Tilke Engineering & Architects e envolvido no desenvolvimento da pista, descreveu o local como “um sonho” para o desenho do traçado.

Entre os dados técnicos divulgados, a mudança de elevação foi apresentada como quase o dobro da registrada em Spa-Francorchamps, referência usada na comparação do perfil altimétrico da futura pista.

Infraestrutura e cronograma fazem parte da chegada da prova

A previsão da F1 é iniciar as corridas em Ruanda no começo da próxima década. Dentro desse cronograma, a abertura do novo aeroporto internacional de Bugesera é tratada como peça importante da estrutura para receber o evento. A entrega está prevista para a segunda metade de 2028.

O nome adotado para a etapa também foi abordado no lançamento. Jean-Guy Afrika, CEO do Rwandan Development Board e organizador do Grande Prêmio Africano, afirmou que “Ruanda sempre foi um defensor da integração regional” ao explicar por que a prova foi apresentada como um GP africano, e não apenas nacional.

Lançamento também teve fala da FIA sobre o alcance do evento

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, também participou do anúncio e disse que a chegada da Fórmula 1 ao país “vai enviar uma mensagem poderosa aos jovens”. O lançamento ocorre em meio a críticas sobre sportswashing e questões de direitos humanos, ponto que acompanha o projeto desde sua apresentação pública.

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Redação F1 Racing Mania

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