O acordo assinado é de 10 anos. Durante o evento, o CEO e presidente da F1, Stefano Domenicali, chamou a formalização de “um dos dias mais significativos da história da Fórmula 1”.
Projeto prevê circuito permanente com 6 km e 197 metros de desnível
A pista anunciada será uma instalação permanente, projetada especificamente para receber a categoria. O traçado terá 6 km de extensão, 17 curvas e uma variação total de elevação de 197 metros, um dos pontos centrais da apresentação do projeto.
O terreno foi escolhido justamente pela topografia acidentada, com a intenção de criar um circuito mais exigente. Carsten Tilke, diretor-gerente da Tilke Engineering & Architects e envolvido no desenvolvimento da pista, descreveu o local como “um sonho” para o desenho do traçado.
Entre os dados técnicos divulgados, a mudança de elevação foi apresentada como quase o dobro da registrada em Spa-Francorchamps, referência usada na comparação do perfil altimétrico da futura pista.
Infraestrutura e cronograma fazem parte da chegada da prova
A previsão da F1 é iniciar as corridas em Ruanda no começo da próxima década. Dentro desse cronograma, a abertura do novo aeroporto internacional de Bugesera é tratada como peça importante da estrutura para receber o evento. A entrega está prevista para a segunda metade de 2028.
O nome adotado para a etapa também foi abordado no lançamento. Jean-Guy Afrika, CEO do Rwandan Development Board e organizador do Grande Prêmio Africano, afirmou que “Ruanda sempre foi um defensor da integração regional” ao explicar por que a prova foi apresentada como um GP africano, e não apenas nacional.
Lançamento também teve fala da FIA sobre o alcance do evento
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, também participou do anúncio e disse que a chegada da Fórmula 1 ao país “vai enviar uma mensagem poderosa aos jovens”. O lançamento ocorre em meio a críticas sobre sportswashing e questões de direitos humanos, ponto que acompanha o projeto desde sua apresentação pública.