A etapa marcou a volta do GP da Espanha a Madri após 45 anos e abriu um contrato de dez anos da Fórmula 1 com Madring, válido até 2035. Na corrida, a dificuldade para ultrapassar virou um dos principais pontos de discussão no paddock, em um fim de semana que também teve menos movimentação nas provas de Fórmula 2 e Fórmula 3.
Organização admite ajustes no circuito
Luis Garcia Abad, diretor-geral do evento e promotor do GP da Espanha, disse que a avaliação sobre a classificação foi mais positiva do que a da corrida. “Acredito sinceramente que os pilotos gostaram muito da classificação”, afirmou.
Sobre mudanças no circuito, Garcia Abad confirmou que a organização pretende agir. “Vamos tentar fazer melhorias para o próximo ano”, disse. Em outra declaração, reforçou a possibilidade de intervenções no traçado: “Temos o espaço, temos o local, temos as instalações, temos a capacidade para fazer isso.”
Madring tem 5,4 km e estreou em competição no último fim de semana. A metade norte do circuito está sendo projetada do zero em um terreno ainda em desenvolvimento, o que amplia a margem para alterações mais significativas.
Ultrapassagens, chicane da curva 5 e pitlane longo entraram na discussão
Os pilotos elogiaram as instalações e o desafio da pista, mas apontaram limitações para as disputas roda a roda. A principal chance de ultrapassagem estava prevista para a chicane da curva 5, ponto citado nas análises do fim de semana como área que pode ser revista.
Lando Norris foi direto ao avaliar o traçado: “Para mim, não é um ótimo autódromo.” Em outra observação sobre possíveis ajustes, disse: “Isso criaria oportunidades muito melhores para todos.”
Outro ponto citado pelos pilotos foi o pitlane longo, que pode dificultar estratégias de parada. A corrida ainda acabou influenciada por um safety car virtual provocado pela quebra de Lance Stroll, fator que interferiu no desfecho da prova em um circuito que já havia sido questionado pela falta de ultrapassagens.
































