A discussão ganhou força porque Imola normalmente recebe a categoria na primavera, e uma prova em dezembro mudaria de forma significativa o cenário habitual. Além da queda de temperatura, a Fórmula 1 teria de lidar com menos horas de luz e com a possibilidade de neblina, fatores que entram diretamente no planejamento operacional de um fim de semana.
Verstappen minimiza objeções sobre correr em dezembro
Ao comentar a hipótese, Verstappen adotou um tom favorável à pista italiana. “Há lugares piores para se estar no inverno do que em Imola”, disse o piloto da Red Bull Racing.
O holandês também relativizou a preocupação fiscal levantada no debate sobre uma eventual etapa no fim do ano. “E não tem questão fiscal. Você só precisa pagar”, afirmou.
A resistência à ideia, porém, não é unânime no grid. Valtteri Bottas demonstrou oposição a uma corrida em Imola em dezembro, o que mantém aberta a discussão entre os pilotos sobre os efeitos práticos de uma mudança de data para a parte final da temporada.
Clima e luz natural aparecem como pontos centrais da discussão
Entre os aspectos mais sensíveis de uma eventual transferência para dezembro estão justamente as condições do circuito fora do período tradicional. Imola costuma receber a Fórmula 1 em um contexto climático mais estável, enquanto no fim do ano a categoria passaria a conviver com frio mais intenso, menos luz natural ao longo do dia e risco de neblina.
Oliver Bearman, piloto da Haas F1 Team, indicou que, na avaliação dele, a questão tributária pesa menos do que outros fatores. “A complicação fiscal é um pouco menos relevante para mim do que para alguns dos outros”, afirmou.
A análise da Fórmula 1 sobre alternativas para o encerramento de 2026 continua ligada ao cenário das provas no Oriente Médio, hoje o principal motivo para a categoria manter opções em estudo enquanto Catar e Abu Dhabi seguem previstos como as etapas finais do calendário.