A discussão gira em torno da forma como a federação mede o desempenho das fabricantes. Na avaliação de Coulthard, o processo deixa de lado uma parte essencial do pacote atual da Fórmula 1, justamente num momento em que os componentes elétricos ganharam mais peso dentro do conjunto.
Coulthard diz que análise não contempla o conjunto da unidade de potência
Ao comentar a metodologia, Coulthard resumiu a crítica de forma direta: “Uma unidade de potência como um todo não envolve apenas o motor de combustão.” Segundo ele, usar um recorte limitado para definir eventuais permissões de desenvolvimento distorce a comparação entre fabricantes.
O ex-piloto também afirmou que concorrentes seguem utilizando permissões obtidas com base em medições anteriores, enquanto a Red Bull não recebe essa margem adicional. Para ele, “não parece ser o mecanismo mais justo para avaliar o desempenho”.
Crítica inclui peso maior da parte elétrica e exemplo da McLaren
Coulthard destacou que a evolução técnica da categoria aumentou a importância dos elementos elétricos da unidade de potência, o que tornaria ultrapassado um modelo de avaliação concentrado apenas em parte do sistema. Na comparação feita por ele, seria como medir desempenho olhando só para uma parte do corpo.
Na mesma linha, Coulthard citou a McLaren ao lembrar que a equipe recebeu uma unidade de potência da Mercedes e teve acesso a informações sobre o funcionamento desse conjunto uma semana antes da corrida. A observação foi usada por ele para questionar se as regras atuais ainda acompanham a realidade técnica da Fórmula 1.
Coulthard afirmou ainda que “há uma série de regras e regulamentos acordados pela FIA e pelas equipes”, mas ponderou que esse conjunto pode já não refletir a evolução recente da categoria no campo das unidades de potência.