Fórmula 1

Competição apoiada pela F1 vira vitrine para formar novos engenheiros da categoria

A STEM Racing World Finals de 2026 terminou com a vitória da Lynx Racing, equipe formada por seis estudantes sauditas, e reforçou um papel que hoje interessa diretamente à Fórmula 1: servir como porta de entrada para novos talentos de engenharia. A edição reuniu 91 equipes de 36 países em Singapura, em uma disputa na qual os participantes projetam e constroem um carro miniatura de F1.

Competição apoiada pela F1 vira vitrine para formar novos engenheiros da categoria
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As equipes têm entre três e seis integrantes e precisam desenvolver carros movidos por cartuchos de CO2, capazes de percorrer 20 metros em alta velocidade. Esses modelos podem chegar a até 70 km/h e ainda passam por inspeção técnica, em um processo inspirado no ambiente das competições profissionais. O regulamento da disputa tem mais de 70 páginas.

Competição é usada como caminho de recrutamento

O torneio é apoiado pela F1 e por várias equipes do grid, e já colocou ex-participantes dentro da categoria. Kyriakos Theofanidis, vencedor de 2016, hoje trabalha como engenheiro mecânico na Red Bull Ford Powertrains. James Mitchell seguiu para a Aston Martin, Laurence Vines atua como engenheiro de design estrutural na Williams, e Amy Martin trabalha como controladora financeira na Mercedes High Performance Powertrains.

Randy Singh, diretor de corrida da McLaren, afirmou que a busca por jovens profissionais é uma prioridade para as equipes. “Todos os times percebem a importância de jovens talentos na equipe”, disse. A McLaren, por exemplo, mantém um programa de graduação voltado ao recrutamento de novos profissionais.

Nível técnico cresceu com aumento de interesse pela F1

Andrew Denford, fundador da STEM Racing, afirmou que o nível da competição vem subindo. Segundo ele, a proposta vai além do resultado na pista curta usada nas provas e busca ajudar os estudantes a identificar suas aptidões. “Queremos que eles descubram quais são suas habilidades”, afirmou.

Entre os próprios competidores, a percepção foi de um ambiente cada vez mais exigente. Aarav, líder de equipe e engenheiro de design da Nebula, resumiu a disputa dizendo que “o nível aqui é tão alto”. Já Noah, da equipe Spectrum, destacou o apelo competitivo do evento: “Eu também adoro o elemento de competição”.

Além da expansão do torneio, a organização aponta que a popularidade recente da F1 após a série da Netflix contribuiu para o aumento da participação na STEM Racing, ampliando a base de estudantes que passam a ter contato com ferramentas e métodos usados no setor, como relatou Laurence Vines ao lembrar que a competição o familiarizou com recursos como CAD.

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Redação F1 Racing Mania

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