Horner foi demitido no meio de 2025, encerrando uma trajetória de 20 anos iniciada na temporada de estreia da Red Bull, em 2005. Nesse período, ele comandou a equipe na conquista de oito títulos de pilotos e seis campeonatos de construtores.
Horner pediu para se despedir pessoalmente dos funcionários
Ao relembrar os dias seguintes à demissão, Horner disse que quis falar diretamente com os funcionários da Red Bull. “Eu pedi especificamente para poder falar com a equipe no dia seguinte”, afirmou o ex-chefe da equipe.
Segundo ele, a reação interna ao encontro chamou atenção pelo tamanho da mobilização. “A sala estava completamente lotada, e eu senti um choque enorme”, disse Horner, ao descrever o ambiente no momento da despedida.
Saídas de nomes-chave e interesse da Mercedes alimentaram o clima de incerteza
O receio em torno de Verstappen surgiu em um contexto mais amplo de instabilidade. A Mercedes demonstrou interesse no piloto durante disputas de poder dentro da Red Bull, enquanto a equipe também perdeu profissionais importantes como Adrian Newey, Rob Marshall e Jonathan Wheatley.
O momento esportivo também aumentava a pressão. Verstappen perdeu o título no ano passado por dois pontos e, no início de 2026, enfrentou dificuldades com um RB22 descrito como instável. A temporada ainda coincidiu com a implementação de um novo conjunto de regras e com uma mudança na configuração do carro da Red Bull.
Além de Horner e Verstappen, o cenário envolvia nomes como Toto Wolff, Helmut Marko e Oliver Mintzlaff. A sequência de mudanças fora da pista veio acompanhada de um começo de temporada em que o comportamento do RB22 virou um dos problemas centrais da Red Bull sob o regulamento novo de 2026.