Vasseur assumiu a chefia da Ferrari em dezembro de 2022, substituindo Mattia Binotto. Após a etapa italiana, a cúpula da Ferrari passou a demonstrar insatisfação com sua condução. Internamente, a avaliação é de que já não há convicção de que manter Vasseur seja a melhor opção para a sequência do projeto.
Coletta ganhou força após sequência de resultados no endurance
O nome de Coletta aparece como o principal plano alternativo por causa do trabalho à frente do programa da Ferrari no Mundial de Endurance desde 2023. Sob sua liderança, a marca venceu as 24 Horas de Le Mans com a equipe de fábrica em 2023 e 2024.
Além das vitórias em Le Mans, a Ferrari conquistou o título da classe Hypercar do WEC em 2025. O retrospecto recente colocou Coletta em evidência dentro da estrutura da fabricante, ainda que o programa de endurance também enfrente pressão competitiva: na defesa do título de equipes do WEC, a Ferrari está 26 pontos atrás da Toyota.
Vasseur ainda tem respaldo dos pilotos após choque em Monza
A pressão sobre o chefe da equipe aumentou num fim de semana em que os dois pilotos da Ferrari se envolveram em um incidente direto. No GP da Itália, Charles Leclerc forçou Lewis Hamilton para fora da pista, episódio que ampliou o desgaste interno em torno da gestão de Vasseur.
Mesmo com esse ambiente, Vasseur ainda conta com apoio dos pilotos. Hamilton e Leclerc seguem ao lado do chefe da equipe, embora não esteja claro qual é a dimensão dessa confiança depois do choque entre os dois. Na pista, ambos já entregaram vitórias para a Ferrari na atual temporada: Hamilton venceu sua primeira corrida pela equipe em Barcelona, e Leclerc ganhou na Grã-Bretanha.
A discussão sobre o comando acontece enquanto a Ferrari tenta reduzir a diferença para a Mercedes sob o regulamento de 2026, num momento em que os resultados imediatos e a condução do ambiente interno passaram a pesar sobre o futuro de Vasseur.