Piastri terminou a prova duas posições atrás do companheiro de equipe e mais de 22 segundos distante, enquanto a diferença entre os dois no campeonato chegou a 67 pontos. O contraste pesa ainda mais porque, no fim da temporada passada, a distância entre eles era de 13 pontos.
Na leitura de Brundle, o problema vai além de um fim de semana isolado. “Oscar simplesmente não consegue se encaixar com os carros de 2026”, afirmou o comentarista.
Piastri até melhorou na classificação, mas segue atrás no campeonato
Os resultados recentes de Piastri vinham abrindo espaço para uma leitura mais otimista. Ele superou Norris em quatro das últimas sete sessões classificatórias e largou em terceiro em Monza, embora depois tenha recebido uma punição de três posições no grid. Na mesma corrida, ainda perdeu para Norris na volta final.
Também houve sinais de recuperação com desempenhos sólidos na Malásia e em Singapura, ambas com chegadas no top 6. Mesmo assim, ele não sobe ao pódio desde Miami, e o retrospecto do confronto interno segue favorável a Norris por 11 a 7 na temporada.
Corrida recente ampliou dúvidas sobre adaptação ao carro de 2026
A etapa mais recente reforçou as dificuldades de Piastri em ritmo de corrida. Norris ainda teve uma volta deletada por limites de pista, mas conseguiu executar uma estratégia de uma parada, incluindo um stint de 40 voltas com pneus duros. Piastri não acompanhou o ritmo do companheiro.
Depois da prova, o próprio piloto reconheceu o problema, embora sem apontar uma causa clara. “Meu ritmo foi bem ruim”, disse Piastri.
O contexto técnico da temporada também ajuda a explicar o cenário enfrentado pelos pilotos, com os carros de 2026 operando com cerca de 30% menos downforce. Durante a pausa de inverno, Piastri vai trabalhar com os engenheiros da McLaren em busca de respostas para melhorar a adaptação ao pacote atual.