O ponto central da mudança na disputa foi a diferença de tempo entre as paradas. Kimi Antonelli e Max Verstappen já haviam passado pelos boxes antes da entrada do VSC e, com isso, não sofreram o mesmo prejuízo de Norris no momento da troca. A neutralização alterou a relação de forças justamente quando o piloto estava na frente.
Norris lamenta vitória perdida pelo momento da neutralização
Depois da corrida, Norris definiu o resultado como um caso raro decidido exclusivamente pela circunstância da prova. “É simplesmente um azar. Essa provavelmente é uma das primeiras vezes em que uma vitória foi perdida só por causa disso”, afirmou.
No cenário da corrida, o VSC acabou interferindo diretamente no líder. Como a parada de Norris aconteceu depois da entrada da neutralização, ele não teve a mesma situação de Antonelli e Verstappen, que já tinham feito seus pit stops antes e conseguiram preservar vantagem de tempo.
Brundle propõe duração mínima para o safety car virtual
Brundle, colunista da Sky Sports F1, tratou o caso como um exemplo de distorção causada pelo instante exato da intervenção. “Ao longo de uma temporada, as coisas se equilibram, mas no domingo a sensação foi de um verdadeiro roubo”, disse.
Ao comentar uma alternativa para reduzir esse tipo de efeito, Brundle sugeriu uma mudança no procedimento do VSC. A proposta dele é que, uma vez acionado, o safety car virtual permaneça em vigor por um período mínimo. A ideia foi apresentada como opinião, e não como regra oficial em vigor.
Brundle também comentou o traçado usado em Madri e disse esperar mudanças para a próxima temporada. “Espero que, até o ano que vem, o circuito de Madri tenha alterações no traçado”, afirmou.
































