Norris largou na pole e parecia encaminhado para uma vitória dominante, mas a parada de Lance Stroll provocou o VSC no momento em que Kimi Antonelli e Max Verstappen puderam fazer um pit stop com perda de tempo menor. Norris só entrou nos boxes quando a pista já estava em bandeira verde outra vez.
O próprio Norris criticou a forma como a disputa foi decidida. Para o piloto da McLaren, “não é assim que uma corrida deveria ser vencida”. Ainda assim, ele ponderou que a sorte com safety car e VSC “provavelmente se equilibra ao longo do tempo”.
Ideia é manter o VSC por no mínimo uma volta
A sugestão de Norris foi manter o VSC por pelo menos uma volta completa. Brundle considerou que a ideia pode funcionar, mesmo sem ser perfeita. A intenção seria evitar que alguns pilotos ganhem uma vantagem decisiva apenas porque a neutralização começou segundos antes de sua janela de parada, enquanto outros perdem a chance por chegarem aos boxes instantes depois do fim do procedimento.
O tema também deve entrar na pauta das conversas entre pilotos e categoria. Verstappen afirmou: “Vamos ver se há alguma coisa que pode ser feita”.
Debate cresce após corridas decididas por neutralização
A discussão não surgiu só por causa da corrida na Espanha. Antonelli venceu o GP do Japão depois que um VSC foi acionado antes de sua parada, enquanto Lewis Hamilton manteve a liderança no GP de Barcelona com o pelotão neutralizado.
Na avaliação de Brundle, o caso de Norris foi o mais marcante. O comentarista da Sky Sports disse que, no domingo, “pareceu mesmo um roubo”. Antonelli e Verstappen também reconheceram, após a prova, que não mereciam ter vencido Norris nas circunstâncias em que a corrida foi decidida.
































