A atual parceria da Fórmula 1 com a Pirelli foi definida na disputa encerrada em 2023. Além do vínculo já assegurado para os próximos anos, a fabricante italiana também garantiu o fornecimento para o regulamento técnico de 2026, mantendo presença em mais uma fase de transição da categoria.
Bridgestone tem histórico longo e títulos na categoria
A relação da Bridgestone com a Fórmula 1 passa por diferentes períodos. A marca esteve na temporada inaugural, em 1950, e permaneceu até 1958. Depois, retornou entre 1981 e 1986 e novamente de 1989 a 1991. A entrada mais duradoura e regular começou em 1997.
Foi nessa fase que a empresa construiu sua trajetória mais marcante na era moderna da categoria. O primeiro título de pilotos veio em 1998, com Mika Häkkinen e a McLaren. Após a saída da Goodyear, a Bridgestone ficou como única fornecedora em 1999 e 2000. A concorrência voltou em 2001 com a chegada da Michelin, iniciando uma disputa entre fabricantes que durou seis temporadas.
A marca também esteve presente no período de domínio de Michael Schumacher antes de encerrar sua participação ao fim de 2010. No ano seguinte, em 2011, a Pirelli assumiu o fornecimento e passou a ocupar sozinha esse papel na Fórmula 1.
Pirelli permanece confirmada durante mudanças técnicas
Desde que entrou na categoria, a Pirelli acompanhou alterações relevantes no regulamento. Entre elas, a introdução das unidades de potência híbridas em 2014 e, mais recentemente, a chegada das rodas de 18 polegadas em 2022.
Com o acordo atual, a Pirelli segue confirmada no curto prazo e continua como fornecedora durante a implementação das regras técnicas de 2026. A movimentação da Bridgestone, porém, recoloca no cenário a possibilidade de uma futura concorrência pelo contrato de pneus da Fórmula 1, algo que não acontece desde o período em que dividiu espaço com a Michelin.