O caso começou em Mônaco, quando Gasly foi punido por exceder o limite de velocidade no pit lane. A sanção inicialmente lhe custou o terceiro lugar, mas depois foi anulada pelos comissários da FIA. McLaren e Red Bull recorreram dessa reversão, e a corte decidiu a favor das equipes, restabelecendo a punição. Com isso, Isack Hadjar recuperou uma posição no pódio.
A Alpine já havia divulgado sua “decepção e frustração” com o desfecho. No GP da Itália, Briatore ampliou a contestação ao mirar o próprio procedimento adotado no recurso.
Briatore contesta composição do painel de apelação
Briatore, consultor-executivo da Alpine, disse considerar o processo injusto. “Acho isso muito injusto”, afirmou. O dirigente também questionou a presença de Filippo Marchino no painel, ao alegar que haveria uma relação próxima entre o integrante do julgamento e a McLaren.
“É bem estranho ter uma pessoa no painel ligada à equipe”, disse Briatore. Segundo ele, Marchino teria agido como um promotor contra a FOM e a Alpine durante o andamento do caso.
A discussão envolve a interpretação aplicada no recurso e passa pelo Artigo 1.1.1 do Código Esportivo Internacional da FIA, citado no contexto do processo que reverteu a decisão anterior dos comissários.
McLaren reage e classifica acusação como ofensiva
A resposta veio de Andrea Stella, chefe da McLaren. Ao ser confrontado com as declarações de Briatore, ele rebateu o teor das acusações e disse que a equipe estava sendo atingida de forma indevida. “Esta entrevista coletiva está tomando um rumo bastante ofensivo para a McLaren”, afirmou.
Stella também deixou claro que a McLaren aprovou o resultado da apelação. “É uma decisão que, sem dúvida, nós recebemos bem”, declarou o dirigente sobre o veredito que restabeleceu a punição de Gasly.
O efeito esportivo da decisão foi a retirada definitiva de Gasly do pódio de Mônaco e a devolução da posição a Hadjar, após a corte aceitar o recurso de McLaren e Red Bull contra a anulação feita anteriormente pelos comissários da FIA.