A audiência ocorreu em 25 de agosto e terminou com a reintrodução da punição aplicada a Gasly. Depois da decisão, Briatore afirmou que um dos membros do tribunal não se comportou de forma compatível com a função. “Um deles agiu como um promotor e tem uma ligação muito forte com a McLaren”, disse o chefe da Alpine.
Alpine contesta independência de integrante do tribunal
Briatore também afirmou que a Alpine identificou relações entre Marchino, a One Drop Foundation e a McLaren. Segundo ele, essa informação foi descoberta depois da audiência, e passou a fazer parte da contestação da equipe sobre a forma como o caso foi conduzido.
Ao detalhar sua crítica, o dirigente voltou a apontar falta de independência. “O que é injusto é que um dos juízes estava ligado à McLaren”, afirmou. A reclamação de Briatore se concentra na atuação desse integrante durante o julgamento e no entendimento de que um juiz precisa ser independente para participar de uma decisão desse tipo.
McLaren reage e cita artigo do Código Desportivo Internacional
Andrea Stella, chefe da McLaren, respondeu publicamente às acusações e rejeitou a insinuação feita por Briatore. “Acho que não cabe fazer esse tipo de acusação”, disse. Em seguida, classificou a fala do dirigente da Alpine como ofensiva à equipe: “Isso é bastante insultante para a McLaren e para a reputação de uma equipe”.
Stella também afirmou que a decisão do tribunal tinha como objetivo esclarecer a aplicação do Artigo 1.1.1 do Código Desportivo Internacional. A resposta da McLaren, portanto, não ficou apenas na defesa da reputação da equipe, mas também incluiu a justificativa de que o julgamento tratava da interpretação e da aplicação do regulamento esportivo no caso de Gasly.
A divergência entre os dois chefes de equipe ficou exposta em duas frentes: de um lado, a Alpine questiona a independência de um dos juízes; do outro, a McLaren sustenta que a decisão estava ligada ao esclarecimento regulatório do Artigo 1.1.1, citado por Stella ao rebater as acusações.