A manobra aconteceu entre as curvas 6 e 7. Durante a corrida, a direção de prova não acionou oficialmente o carro de segurança, e Bortoleto também não recebeu no volante a indicação eletrônica desse procedimento. A Audi informou que o protocolo de Safety Car não foi ativado naquele momento.
Comissários reconheceram informações conflitantes na ocorrência
Na análise do caso, os comissários registraram que houve informações conflitantes na situação. Mesmo assim, mantiveram a punição por entender que esse cenário não anulava a obrigação de respeitar a sinalização amarela no trecho da ultrapassagem.
No documento da decisão, os comissários afirmaram que isso “não resolve a questão separada das bandeiras amarelas agitadas”. A FIA também destacou que a bandeira amarela deve ser tratada como uma instrução independente, sem depender de outras sinalizações de controle de prova.
Segundo a entidade, “a bandeira amarela é uma instrução independente”, ponto usado como base para aplicar a penalidade padrão de 10 segundos em casos de ultrapassagem sob bandeira amarela única.
Bortoleto admitiu que viu a bandeira antes da manobra
O próprio Bortoleto reconheceu que percebeu a sinalização antes de completar a ultrapassagem. “Eu vi as bandeiras amarelas antes da ultrapassagem”, disse o piloto.
A combinação entre esse relato, a existência da bandeira amarela no setor e a regra aplicada pela FIA levou à confirmação da punição mesmo sem o acionamento oficial do carro de segurança. O caso foi tratado separadamente da ausência de aviso eletrônico no volante e do procedimento não ativado pela direção de prova.
Na mesma comunicação, a FIA registrou que Isack Hadjar e Carlos Sainz receberam apenas um aviso em outras ocorrências, diferentes do caso que envolveu Bortoleto no GP do Azerbaijão.
































