Segundo Bortoleto, a interpretação da Audi é que o artigo B5.9.4 do regulamento esportivo de 2026 define a consequência para o piloto que provoca uma nova volta de formação. “As regras são bem claras: quando um piloto provoca a próxima volta de formação, ele tem de largar do pit lane”, afirmou o piloto da Audi.
O que a Audi contesta no caso
O recurso da Audi mira justamente a aplicação dessa regra ao episódio envolvendo Tsunoda. A equipe entende que, como a posição do carro na relargada resultou em uma volta de formação adicional, o procedimento previsto no regulamento deveria ter sido adotado.
O ponto central do caso é a avaliação da posição do carro de Tsunoda no grid no momento da relargada. Rui Marques considerou inadequado o local em que o carro foi parado. Já a Racing Bulls sustenta que Tsunoda não estava fora de sua posição no grid, argumento que sustenta a divergência entre as equipes.
Como o texto citado por Bortoleto trata especificamente de pilotos que provocam voltas de formação extras, o debate não se resume à parada fora do colchete em si, mas à relação entre esse posicionamento e a decisão de acrescentar uma nova volta de formação ao procedimento de largada.
Bortoleto cita efeito direto na pontuação
Bortoleto também relacionou o recurso ao resultado esportivo da corrida e ao peso que uma eventual revisão pode ter na classificação. “Se a gente conquistar essa posição, isso vale um ponto. Cada ponto é importante”, disse.
A declaração do piloto da Audi foi dada no dia de mídia do GP da Espanha. O artigo B5.9.4, citado na discussão, faz parte do regulamento esportivo de 2026, que estabelece as regras para voltas de formação e as penalidades associadas a esse tipo de ocorrência.