Pierre Gasly foi direto ao comentar o cenário no Madring: “Aposto em bandeira vermelha, isso com certeza”. A avaliação do piloto acompanha o histórico recente da pista, onde os acidentes se concentraram principalmente no segundo setor, trecho que reúne chicanes e curvas cegas.
Segundo setor concentra os pontos mais delicados
O desenho do circuito combina muitas curvas de raio fechado, mudanças de direção e saídas muito próximas das barreiras. Esse pacote foi apontado pelos pilotos como o principal fator de risco em um traçado que praticamente não admite erro.
Franco Colapinto afirmou que a pista deve ser “extremamente difícil para os pilotos”, depois de experimentar o circuito no simulador. Já Sergio Perez observou que o traçado tende a punir qualquer erro, especialmente de acordo com o nível de aderência disponível.
Alex Albon destacou a dificuldade nas curvas cegas e resumiu uma das sensações do circuito ao dizer que o piloto entra em certos trechos vindo de um ponto sem visibilidade clara. Ao mesmo tempo, ele observou que boa parte da volta será percorrida em potência total, o que amplia a exigência em setores mais travados e estreitos.
Aderência deve mudar ao longo do fim de semana
Além do traçado em si, a condição do asfalto aparece como outro ponto importante para a estreia da pista. O circuito foi lavado depois do teste da Fórmula 3 para tentar melhorar a aderência, e a expectativa é de que essa condição evolua ao longo do fim de semana.
Os pilotos também citaram a necessidade de atenção aos reparos no asfalto e às mudanças de grip conforme a pista receber mais borracha. Mesmo com o histórico recente de incidentes, o sentimento no grid é de entusiasmo pelo desafio oferecido pelo Madring, que reúne características técnicas pouco comuns e cobra precisão alta em praticamente toda a volta.