A reclamação não ficou só no tom bem-humorado. Bortoleto apontou que o circuito tem um traçado interessante, mas carece de pontos claros de ataque, o que limitou as disputas ao longo da prova. Na avaliação dele, a corrida acabou lembrando Mônaco pelo aspecto travado e pela escassez de ultrapassagens.
Brasileiro vê traçado interessante, mas sem zonas reais de ataque
Ao explicar o problema, Bortoleto separou o desenho da pista das condições de corrida. Para ele, há qualidades no traçado, mas o pacote não favorece quem tenta ganhar posição em frenagem. “O desenho da pista é legal, mas claro que seria melhor se a gente tivesse algum tipo de ultrapassagem”, disse.
O piloto da Audi detalhou que a limitação aparece justamente nas zonas em que normalmente se esperariam tentativas mais agressivas. “Acho que você não consegue dar um mergulho ou arriscar uma ultrapassagem”, afirmou, ao comentar as áreas de frenagem de Madring.
Esse ponto também foi levantado por Verstappen, que igualmente citou problemas nas zonas de frenagem do circuito. As críticas ao GP da Espanha se concentraram justamente nesse aspecto: havia dificuldade para os pilotos se aproximarem e completarem manobras ao longo da corrida.
Curva 5 também entrou na lista de queixas dos pilotos
Além da falta de ultrapassagens, Bortoleto falou sobre o desgaste físico provocado pelo traçado. A Curva 5 foi mencionada como um trecho que causou desconforto aos pilotos no fim de semana, ampliando a lista de observações sobre Madring para além da dinâmica de corrida.
Bortoleto ainda sugeriu uma participação maior dos pilotos no processo de apresentação de novos circuitos. “Acho que seria legal se as novas pistas fossem apresentadas aos pilotos”, afirmou. A proposta veio no contexto das reclamações sobre o desenho das zonas de frenagem e sobre como esses pontos impactaram diretamente a possibilidade de ultrapassar no GP da Espanha.
































