Antonelli conquistou o campeonato na Cidade do México e se tornou o mais jovem campeão da história da Fórmula 1. Na campanha, ele trabalhou diretamente com Bonnington, que antes passou mais de uma década ao lado de Hamilton na Mercedes e também integrou o período de retorno de Schumacher à categoria.
Bonnington aponta “dois décimos” que não se aprendem
Ao falar sobre o nível de Antonelli, Bonnington evitou fazer uma comparação direta entre trajetórias, mas indicou que o piloto tem o mesmo tipo de capacidade rara vista em campeões de referência. “Acho que ele é o próximo talento geracional”, disse o engenheiro da Mercedes.
Na avaliação de Bonnington, existe um diferencial bruto que aparece mesmo em pilotos muito trabalhados tecnicamente. “Esses são os dois décimos extras que simplesmente não dá para aprender”, afirmou. Ele relacionou esse ponto a uma discussão sobre desenvolvimento de habilidade e à chamada regra das 10 mil horas, mas destacou que, mesmo com treino e experiência, certos pilotos têm algo além.
Paralelo com Hamilton e Schumacher vem da experiência direta do engenheiro
A fala ganha peso pelo histórico de Bonnington com três gerações diferentes da Mercedes na Fórmula 1. Entre 2013 e 2024, ele trabalhou com Hamilton e participou de seis títulos conquistados pela dupla. Antes disso, também esteve ao lado de Schumacher no retorno do heptacampeão à categoria, entre 2010 e 2012.
Ao resumir a comparação, Bonnington citou nominalmente os três pilotos: “Ele tem isso, o Lewis tinha isso, o Michael tinha isso.”
Com o título de 2026 já confirmado, Antonelli passa a iniciar a próxima fase da carreira com uma marca histórica e com o endosso de um engenheiro que acompanhou de perto tanto Hamilton quanto Schumacher em momentos diferentes da Fórmula 1.