Ao explicar o tipo de perfil que considera necessário na categoria, Binotto colocou o trabalho fora da pista no mesmo nível da velocidade. “A ética de trabalho do Bortoleto me faz lembrar o Schumacher”, disse o dirigente. Na mesma entrevista, ele resumiu a ideia com outra frase direta: “Talento é necessário, mas não basta”.
Comparação surgiu em debate sobre desenvolvimento do carro
A fala não apareceu em um comentário isolado sobre desempenho, mas em uma discussão sobre desenvolvimento do carro e competitividade. Binotto, que trabalhou por um longo período na Ferrari, tratou a participação do piloto como parte relevante desse processo e usou Bortoleto como exemplo ao abordar dedicação e método de trabalho.
Nesse contexto, a comparação com Schumacher foi feita a partir da rotina e do comprometimento exigidos em uma equipe de Fórmula 1. O tema técnico da entrevista era justamente como os pilotos ajudam a direcionar o desenvolvimento do carro, ponto que Binotto destacou ao discutir o que diferencia um competidor além do talento natural.
Bortoleto já havia recebido elogios semelhantes dentro do ambiente da Audi
Não é a primeira vez que a postura de Bortoleto fora da pista recebe esse tipo de reconhecimento. Nico Hulkenberg e Allan McNish já haviam elogiado a ética de trabalho do brasileiro, característica que voltou a ser mencionada agora pelo chefe da equipe.
As referências de Hulkenberg e McNish se somam ao comentário de Binotto em um momento em que a discussão era justamente sobre o peso do piloto na construção de performance ao longo da temporada, e não apenas sobre o resultado imediato em pista.
Depois de ouvir a comparação feita por Binotto, o próprio Bortoleto comentou a relação com o nome de Schumacher: “Comecei a aprender sobre o Schumacher por influência do chefe”.