A Audi trabalha com a meta de conquistar um título mundial antes de 2030, e Binotto tratou Verstappen como a principal referência do grid hoje. “Ele é o melhor de todos neste momento, pelo menos na minha opinião”, afirmou o diretor da equipe de F1 da Audi.
Apesar da admiração, Binotto indicou que não há conversas em andamento com o piloto. Verstappen tem contrato com a Red Bull até o fim de 2030, e o dirigente reconheceu que a Audi ainda não está pronta para tentar uma investida desse porte.
Velocidade pesou mais do que idade na definição da dupla
Ao explicar o perfil buscado para o projeto, Binotto afirmou que o critério principal foi desempenho na pista, e não faixa etária. “Eu me preocupo mais com a velocidade na pista do que com a idade”, disse.
Essa linha de avaliação foi aplicada na definição da dupla escolhida pela Audi. Antes de fechar com Bortoleto, a equipe também analisou Carlos Sainz. No fim, Binotto manteve a aposta no brasileiro ao lado de Hülkenberg para a fase atual do projeto.
A declaração também ajuda a explicar por que a Audi separa o cenário ideal de mercado da necessidade imediata da equipe. Binotto tratou Verstappen como o nome mais desejado, mas vinculou qualquer movimento desse nível ao amadurecimento do próprio programa da Audi na categoria.
Audi mantém foco na construção do projeto antes de buscar um nome desse porte
No momento, a prioridade da Audi segue ligada à consolidação de sua estrutura enquanto deixa para trás a base da Sauber e avança para uma operação integral de fábrica. Nesse contexto, Binotto indicou que a equipe precisa atingir outro estágio competitivo antes de pensar em uma contratação como a de Verstappen.
Enquanto isso, Bortoleto e Hülkenberg seguem como a dupla em que a Audi deposita confiança para a sequência do projeto, depois de a equipe ter considerado outras opções no mercado e definido que a velocidade deveria ser o fator central da escolha.