Bearman estreou na Fórmula 1 em 2026 pela Haas e vinha sendo tratado como nome natural para uma futura vaga na Ferrari. O piloto é integrante ativo da academia da fabricante e já havia chamado atenção antes da estreia fixa ao substituir Carlos Sainz em 2024. Na ocasião, terminou na zona de pontos, além de também ter assumido o carro no lugar de Kevin Magnussen.
Desde que passou a correr em tempo integral na Haas, Bearman andou de forma consistente à frente do companheiro de equipe. Mesmo assim, sua projeção para 2027 ficou mais incerta porque o caminho até a Ferrari está praticamente bloqueado no curto prazo.
Renovações e prazo na academia complicam o cenário
Charles Leclerc assinou recentemente uma renovação de longo prazo com a Ferrari, enquanto Lewis Hamilton também é visto como improvável de deixar a equipe até 2027. Com isso, Bearman perde espaço justamente no período em que seu suporte na academia está previsto para terminar.
O atual vínculo do piloto com a Academia da Ferrari vai apenas até o fim de 2027. Essa combinação entre contratos fechados na equipe principal e prazo limitado no programa de desenvolvimento é o ponto central que coloca a vaga na Haas sob pressão para o futuro.
Parceria entre Ferrari e Haas influencia o destino do piloto
A relação entre Ferrari e Haas ajuda a explicar por que o caso de Bearman depende também dos movimentos da fabricante. As duas equipes trabalham em conjunto na abertura de espaço para jovens talentos, e a Haas funciona como porta de entrada para pilotos ligados à academia.
Em meio a esse quadro, a publicação alemã Auto Motor und Sport resumiu a situação ao afirmar que “o cerco pode estar se fechando para Bearman”. O ponto decisivo é que, sem perspectiva clara de promoção à Ferrari e com o apoio da academia previsto apenas até o fim de 2027, a posição do britânico na Haas deixa de parecer automaticamente garantida para a temporada seguinte.