Ben Sulayem afirmou que a FIA está avaliando a possibilidade de recolocar os V8 na categoria. “A FIA está explorando a ideia de trazer de volta os motores V8 ao esporte”, disse o dirigente.
Até agora, a Audi era apontada como uma das fabricantes mais resistentes à ideia, por defender uma direção mais ligada à eletrificação. Segundo informações publicadas pelo jornalista Ralf Bach, do F1-Insider, esse posicionamento mudou, e a marca agora estaria inclinada a seguir adiante com a proposta.
Debate sobre 2027 ajuda a explicar a mudança
O pano de fundo da discussão é a mudança prevista para 2027 nos regulamentos de motor, com divisão de 60/40 a favor do motor de combustão interna. Ferrari e Audi são citadas como contrárias a esse formato, o que ampliou a pressão por alternativas.
Além disso, os problemas vistos durante o GP do Bahrein colocaram em evidência questões ligadas ao regulamento atual. Esse cenário alimentou a discussão sobre uma solução diferente para os próximos anos, incluindo a volta dos V8.
O que pesa na nova leitura da Audi
De acordo com Bach, a avaliação dentro da Audi agora é mais favorável à proposta. “O que eu sei é que eles estão realmente bastante certos de que vão seguir com isso agora”, afirmou o jornalista ao tratar da possível adesão da marca.
Na mesma linha, ele relatou qual teria sido o argumento técnico que ajudou a destravar a resistência inicial. “Mas agora eles disseram: ‘OK, com um twin-turbo, tecnicamente falando, isso significa que podemos de alguma forma comercializar isso’”, declarou.
Se essa mudança de posição se confirmar, a Audi deixará de ser uma das principais vozes de resistência ao projeto, justamente num momento em que a FIA tenta construir apoio para recolocar os V8 na Fórmula 1 até 2030.