“Confio 100% na Honda. Só precisamos, de alguma forma, encurtar esse processo”, afirmou Alonso. Na mesma linha, ele fez referência ao tempo de recuperação vivido pela marca em outro ciclo da categoria: “Não queremos esperar cinco anos como aconteceu da última vez”.
A avaliação do piloto da Aston Martin é que o problema não se resume a um único ponto do carro. Segundo Alonso, a equipe precisa evoluir ao mesmo tempo na unidade de potência e no chassi para dar um passo mais consistente na próxima temporada.
Alonso cita investimento da Honda e cobra evolução mais rápida
Apesar da cobrança pública, Alonso afirmou ver comprometimento da Honda com o novo projeto. O espanhol mencionou o investimento feito pela fabricante, a estrutura disponível no Japão e o retorno de profissionais que já haviam participado do programa anterior da empresa na F1.
“Acho que existe um enorme comprometimento da Honda”, disse.
Mesmo assim, o piloto indicou que as mudanças levadas recentemente ao carro não representaram um avanço significativo no motor. Na prática, a leitura de Alonso é que a evolução precisa ganhar ritmo logo no início deste ciclo técnico, sem depender de um período tão longo de maturação.
Chassi e motor entram na mesma conta da Aston Martin
Alonso também dividiu a responsabilidade pelo atual estágio do projeto entre as duas principais frentes técnicas do carro. Para ele, não basta esperar apenas por ganhos da Honda se a Aston Martin não acompanhar o mesmo ritmo de desenvolvimento na parte do chassi.
“Precisamos melhorar nos dois lados, chassi e motor, para o próximo ano”, afirmou o piloto.
Além da análise sobre o momento da Aston Martin e da Honda, Alonso também manifestou insatisfação com o regulamento atual da F1. “Esta não é a F1 com a qual crescemos e esta não é a F1 que todos queremos”, declarou.