No momento mais citado do caso, Hamilton pediu à Ferrari que orientasse Leclerc a abrir passagem. A mudança, porém, não veio de imediato: Leclerc só foi chamado para os boxes várias voltas depois. Enquanto esperava uma definição, Hamilton reclamou pelo rádio com a equipe: “Que ótimo jeito de perder tempo, pessoal. Bom trabalho.”
A crítica de Alesi ao tom adotado por Hamilton
Ao comentar o episódio, Alesi afirmou que o problema não foi apenas a insatisfação de Hamilton com a decisão, mas a forma como ela foi externada. “Achei fora de lugar as reclamações do Hamilton no rádio e também nas entrevistas depois da corrida”, disse o ex-piloto.
A avaliação de Alesi abrangeu os dois momentos do caso: a cobrança feita ainda durante a prova, quando Hamilton esperava uma resposta mais rápida da Ferrari sobre a situação com Leclerc, e a sequência do assunto no pós-corrida. A crítica, portanto, não ficou restrita à comunicação por rádio, mas ao posicionamento público do piloto sobre a atuação da equipe.
Pedido por passagem e demora na decisão da equipe
O centro do episódio foi a tentativa de Hamilton de ganhar tempo com a troca de posições interna. Segundo o relato, ele queria que a Ferrari instruísse Leclerc a abrir passagem, mas a equipe optou por chamar o companheiro de time aos boxes apenas várias voltas depois. Foi nesse intervalo que veio a mensagem de rádio em tom de irritação.
Alesi também ampliou o comentário para a relação entre piloto e equipe. “Eu lembraria a todos nós — e a ele também — que a Ferrari é a Ferrari”, afirmou. O ex-piloto ainda reconheceu a personalidade forte de Hamilton ao tratar do caso, dentro de uma análise em que classificou as críticas do piloto como excessivas no contexto do fim de semana.