Na avaliação do ex-piloto, o potencial de Câmara para chegar longe na F1 depende diretamente do equipamento que tiver pela frente, mas a confiança no desempenho do brasileiro é alta. “Ele está, com certeza, entre os três melhores pilotos com quem já trabalhei”, disse Carrapatoso. Ao falar sobre a possibilidade de Rafa disputar um título mundial, ele acrescentou: “Se ele tiver um carro, não tenho dúvida de que vai entregar”.
Parceria começou no kart e passou pela adaptação à Europa
O trabalho entre os dois começou ainda no kart no Brasil. Em 2015, Câmara conquistou o título do Super Kart Brasil, etapa importante antes da mudança para o kart europeu. Na sequência da carreira, Carrapatoso atuou ao lado de Gastão Fráguas no desenvolvimento do piloto fora do país.
Já na Europa, Câmara venceu o campeonato WSK na categoria Mini. A WSK é uma competição do kart europeu e faz parte da formação de muitos pilotos antes da chegada aos monopostos. Foi nesse ambiente que Carrapatoso acompanhou de perto a adaptação de Rafa e viu resultados aparecerem rapidamente.
Corrida na Itália virou referência para o mentor
Entre as lembranças citadas por Carrapatoso, uma das que mais marcaram foi uma prova do WSK na Itália em que Câmara aparecia em 34º lugar e terminou entre os cinco primeiros. Ao recordar aquela atuação, o mentor resumiu: “Esse menino é diferente”.
Carrapatoso também destacou o perfil do piloto como uma das características que mais chamaram atenção ao longo da formação no kart. “Ele é bem frio… vai entregar”, afirmou, ao descrever a maneira como Rafa lida com as situações de pista. A leitura do mentor é baseada no período em que acompanhou Câmara desde as competições no Brasil até a fase de consolidação no kart europeu, quando o piloto já somava título e corridas de recuperação em um cenário mais competitivo.