O debate gira em torno das mudanças técnicas previstas para 2026, com uma divisão de potência próxima de 50% entre o motor de combustão interna e a parte elétrica. Ao descrever a sensação de pilotar os novos modelos, Verstappen usou comparações duras e chamou os carros de “Fórmula E com esteroides” e “Mario Kart”.
As declarações do tetracampeão vieram no momento em que a categoria discute o efeito desse equilíbrio entre combustão e energia elétrica sobre o comportamento dos carros. Depois das críticas públicas de Verstappen, a Fórmula 1 passou a discutir uma revisão dessa distribuição de potência.
Verstappen diz que apenas expôs a própria opinião
Ao responder às reações sobre suas falas, Verstappen manteve o tom e indicou que não pretendia suavizar a avaliação sobre o regulamento de 2026. “Estou simplesmente dizendo o que penso”, afirmou.
A crítica do piloto da Red Bull se concentra no fato de que ex-pilotos presentes na cobertura da categoria, segundo ele, estariam comentando as mudanças sem considerar o texto das novas regras. O ponto é relevante porque a discussão técnica não trata apenas de desempenho bruto, mas também da forma como a potência será entregue pelos carros e de como isso pode alterar a pilotagem.
Damon Hill rebateu e citou impacto dos híbridos e da inteligência artificial
Entre os que responderam a Verstappen está Damon Hill, ex-piloto e campeão da Fórmula 1 em 1996, que criticou o holandês depois do GP do Japão. Hill foi direto ao comentar a insatisfação do atual piloto da Red Bull: “Quem não estiver feliz deveria parar e procurar outra coisa para fazer”.
Hill também ampliou a discussão para o futuro técnico da categoria. Ao falar sobre o avanço dos sistemas híbridos e da inteligência artificial, o ex-piloto questionou quanto espaço seguirá reservado ao talento individual na condução do carro. “A contribuição da arte de pilotar vai ser reduzida”, disse.
A troca de declarações acontece em meio a um debate maior sobre o regulamento de 2026, especialmente sobre o peso da parte elétrica na unidade de potência e sobre quanto essa configuração pode mudar a identidade dos carros da Fórmula 1.