Komatsu, chefe de equipe da Haas, resumiu o peso desse programa ao comentar a avaliação de pilotos: “Sem os testes de TPC, é difícil dizer”. Esse tipo de atividade é usado justamente para observar pilotos em condições reais de pista fora do cronograma oficial dos fins de semana da Fórmula 1, com carros de anos anteriores.
Parceria com a Toyota ampliou a base de avaliação
Os testes foram estruturados dentro da colaboração entre Haas e Toyota, iniciada em 2024. A partir dessa parceria, a equipe montou uma base mais ampla para avaliar nomes que estavam no radar, incluindo Câmara. Segundo Komatsu, a discussão sobre o brasileiro aconteceu depois da leitura do que ele vinha mostrando na F2, e os testes ajudaram a transformar esse acompanhamento em uma decisão mais segura.
Ao explicar a condução desse processo com a Toyota, Komatsu afirmou que tratou o tema de forma aberta desde o começo. “Fui totalmente transparente desde o início”, disse o dirigente, ao comentar o critério adotado para identificar o piloto mais rápido dentro da colaboração entre as duas partes.
Komatsu cita método semelhante em avaliações anteriores
Ao falar sobre Câmara, Komatsu relacionou o processo atual à forma como já avaliou outros pilotos. Ao lembrar a contratação de Ollie Bearman para 2025, o chefe da Haas resumiu sua convicção sobre esse tipo de análise com a frase: “Eu sabia do que ele era capaz”. A comparação ajuda a explicar por que a equipe tratou o programa de testes como parte central da observação antes de fechar com o brasileiro para 2027.
Komatsu também citou conversas com a cúpula da Toyota durante esse trabalho conjunto. Sobre Akio Toyoda, presidente da montadora, ele disse: “Ele ficou muito, muito feliz”, em referência à reação ao processo de avaliação de Ryo Hirakawa. Ao comentar o próprio Hirakawa, Komatsu foi ainda mais direto: “Ele é incrível. Eu simplesmente não consigo elogiá-lo o suficiente”.