“Estou feliz em ficar fora do esporte e ver quais oportunidades aparecem”, afirmou Horner. Ao falar sobre a possibilidade de voltar, ele foi direto: “Eu só voltaria pela oportunidade certa.”
Horner comandou a Red Bull por 20 anos. Nesse período, a equipe conquistou seis títulos de Construtores e oito de Pilotos. Ao comentar a Ferrari, ele tratou a marca italiana como a maior da Fórmula 1 e como um gigante adormecido, mas descartou na prática a leitura de que estaria se colocando como opção para assumir o comando do time.
Participação acionária afasta cenário de acerto com a Ferrari
Ao explicar por que não considera provável uma ida para a Ferrari, Horner associou seu retorno a um formato que incluiria participação societária, algo que ele não vê como viável no caso da equipe italiana. “Isso teria de vir com participação na propriedade, e a Ferrari não vai vender ações”, disse.
A declaração delimita o tipo de projeto que Horner aceitaria depois de sua saída da Red Bull. Em vez de apontar apenas para um cargo executivo tradicional, ele descreveu um cenário mais amplo de envolvimento com a estrutura da operação.
Horner elogia Vasseur, e Ferrari mantém chefe no cargo
Horner também falou sobre Fred Vasseur e elogiou o trabalho do atual chefe da Ferrari. “Fred Vasseur é um cara experiente. Ele fez um bom trabalho”, afirmou.
O comentário vem em meio a um cenário em que a Ferrari já se movimentou publicamente para sustentar Vasseur no cargo. O dirigente teve contrato renovado em 2025, e a equipe ainda convocou uma coletiva de imprensa em 29 de setembro para reafirmar a confiança em seu chefe.
Com Vasseur mantido e respaldado pela Ferrari, as declarações de Horner afastam a possibilidade de uma troca imediata no comando e colocam qualquer retorno do ex-chefe da Red Bull sob um modelo diferente daquele hoje disponível na equipe italiana.