Rosberg também associou o contexto técnico da época ao desempenho irregular de Schumacher no retorno. “Para o Michael, claro, foi uma desvantagem que os testes fossem tão restritos”, disse, ao citar as mudanças de regulamento que limitaram a quilometragem fora dos fins de semana de corrida.
Schumacher havia conquistado seu sétimo título mundial em 2005 e voltou ao grid em 2010. Naquele período, a Mercedes não era uma equipe de ponta, e a passagem do heptacampeão ficou marcada por resultados mistos, em um cenário que Rosberg relacionou tanto à falta de ritmo competitivo do carro quanto ao tempo afastado das pistas.
Silverstone em 2012 foi o exemplo escolhido por Rosberg
Ao falar sobre a capacidade de Schumacher, Rosberg citou a classificação de Silverstone em 2012 como uma das demonstrações mais fortes daquele retorno. Schumacher terminou o treino em terceiro, resultado que o ex-companheiro tratou como especial pela forma como a volta foi construída.
“Ele não fez a pole, ficou só em terceiro”, afirmou Rosberg. Na sequência, ao descrever o que viu nas curvas rápidas, resumiu a impressão em uma frase curta: “Era de outro mundo, não parecia humano”.
O ponto central da lembrança de Rosberg foi justamente o modo como Schumacher conseguia estabilizar o carro em trechos de alta velocidade. A referência ao kart apareceu porque esse tipo de controle fino com os pedais, usando freio e acelerador para ajudar no equilíbrio, continuava presente mesmo muitos anos depois do início da carreira do alemão.
O retorno aconteceu anos depois do auge na Ferrari
Antes da volta à Fórmula 1, Schumacher já havia acumulado marcas expressivas no auge da carreira. Em 2004, ele garantiu o título daquela temporada ainda na 14ª etapa, em Spa, e no ano seguinte conquistou o sétimo campeonato mundial, o último de sua trajetória.
Outro nome ligado à carreira de Schumacher lembrado nesse contexto é Jos Verstappen, que foi companheiro dele na Benetton. A menção aparece no resgate de uma geração de pilotos que conviveu de perto com o alemão e com os traços de pilotagem que, segundo Rosberg, ainda eram visíveis na fase final da carreira na Fórmula 1.