A avaliação do piloto acontece em um momento em que a Ferrari segue pressionada por Red Bull, Mercedes e McLaren, enquanto tenta recuperar terreno no campeonato. Em Singapura, a equipe não levou um pacote de atualizações de maior porte, e Leclerc reconheceu que as mudanças introduzidas foram limitadas.
“É verdade que trouxemos algumas pequenas peças aqui e ali no carro”, afirmou o piloto da Ferrari ao comentar as novidades usadas no fim de semana.
Ferrari levou mudanças pontuais, mas Leclerc vê perda de ritmo
Mesmo com o pódio, Leclerc apontou que a Ferrari ainda cede desempenho em relação às principais concorrentes. “Estamos perdendo um pouco de ritmo em comparação com Red Bull, Mercedes e também McLaren”, disse.
A leitura do monegasco é que o resultado em Singapura não altera por si só o quadro de competitividade da equipe. A Ferrari voltou ao pódio, mas sem apresentar um salto técnico mais amplo no carro, em um cenário no qual as adversárias diretas continuam ocupando espaço na frente.
Leclerc também não indicou que a Ferrari tenha reencontrado sua melhor faixa de desempenho. A cobrança, portanto, está ligada menos ao resultado isolado e mais à necessidade de resposta ao longo da sequência da temporada.
Mudança técnica de 2026 aumenta peso do desenvolvimento
O contexto técnico amplia a urgência por evolução. Com as mudanças no regulamento de 2026, o desenvolvimento durante a temporada ganhou mais importância, e o novo conceito de chassi abre uma margem significativa para ganhos de desempenho.
Nesse cenário, Leclerc tratou o timing das atualizações como fator central na luta entre as equipes. “No fim das contas, tudo depende de quem consegue trazer as atualizações o mais cedo possível”, afirmou.
Leclerc ocupa a quinta posição no campeonato de pilotos e está a seis pontos de Max Verstappen. O pódio em Singapura foi o primeiro desde a Bélgica e veio depois de uma sequência em que ele marcou pontos em duas das três corridas mais recentes, incluindo a Sprint em Singapura.