No caso de Hamilton, o prejuízo esportivo foi imediato. O piloto largou com pneus médios, escolha que não era a ideal, e ainda perdeu tempo quando a Ferrari o chamou para os boxes e ele passou da entrada do pit lane. A falha comprometeu uma corrida em que havia potencial de pódio, mas os dados coletados ao longo do fim de semana ampliaram a preocupação da equipe para além daquele episódio específico.
Diferença para a Mercedes nas retas virou o principal alerta
Em Singapura, a Ferrari ficou perto de quatro décimos atrás da Mercedes nos trechos de reta, um déficit que expôs a limitação do conjunto em comparação com uma rival direta. Ex-piloto e comentarista da F1 Nation, Jolyon Palmer resumiu a dimensão dessa perda de forma direta: “Foi enorme”.
Palmer também apontou o foco do problema ao comentar a situação da equipe: “Eles estão competindo com uma mão amarrada por causa da unidade de potência”. A observação ganha peso porque a Ferrari passou boa parte de 2026 concentrando seus pacotes de atualização em desempenho aerodinâmico, enquanto a limitação do motor seguiu como ponto crítico do carro.
Esse cenário ajuda a explicar por que a Ferrari continua oscilando mesmo quando começa o fim de semana em posição forte. Na classificação, a equipe colocou seus dois carros em segundo e terceiro, atrás apenas de Verstappen, mas não teve ritmo suficiente para reverter a desvantagem ao longo da prova.
Novo pacote é esperado, mas pista ideal ainda é dúvida
A equipe espera dar um passo à frente em Austin com um novo pacote de atualizações. Ainda não há confirmação sobre o tamanho do ganho, e a própria leitura do que aconteceu em Singapura indica cautela sobre o efeito dessas mudanças em um problema ligado à unidade de potência.
Desde as vitórias de Hamilton e Leclerc em 2026, os dois subiram ao pódio duas vezes cada. Ao projetar as próximas etapas, Palmer citou outra oportunidade no calendário: “Para mim, a chance é o México”.