O anúncio recoloca o continente no calendário da categoria pela primeira vez em décadas. Até hoje, apenas dois países africanos receberam corridas de Fórmula 1: Marrocos, uma vez, em 1958, e a África do Sul, que sediou a última etapa africana da categoria em 1993.
Domenicali fala em marco para a categoria
Stefano Domenicali, presidente e CEO da Fórmula 1, classificou a decisão como um momento histórico para a categoria. “Hoje é um momento histórico para a Fórmula 1”, afirmou. Segundo ele, o retorno à África faz parte de uma visão de longo prazo da F1. “A África sempre fez parte do futuro da Fórmula 1.”
Domenicali também vinculou o projeto a efeitos além da pista, com expectativa de benefícios econômicos e sociais de longo prazo, incluindo turismo, investimento e crescimento de negócios locais. Em outra declaração, o dirigente disse: “Estamos levando essa empolgação para mais perto de milhões de pessoas.”
Hamilton pode não correr no GP africano que defendeu por anos
O anúncio também reacende uma questão para Lewis Hamilton, que há mais de seis anos defende a volta da Fórmula 1 à África. O piloto da Ferrari já declarou que queria competir no continente antes de encerrar a carreira. “Eu não quero deixar o esporte sem ter um Grande Prêmio lá”, disse.
Hamilton também cobrou a presença africana no calendário em outras ocasiões. “Por que não a África? Eu sei que eles estão realmente tentando”, afirmou. Como a estreia do GP de Ruanda está prevista para os anos 2030, o britânico completará 42 anos em menos de três meses e pode ter 45 ou 46 anos quando a corrida finalmente acontecer. Em uma fala anterior, ele resumiu a incerteza: “Eu posso estar ficando sem tempo.”
Estreia ainda não tem data definida
Apesar da confirmação de Ruanda como sede, a Fórmula 1 ainda não informou quando será a primeira edição da prova. O evento dependerá da conclusão do novo circuito em Bugesera, e os detalhes completos do acordo de longo prazo ainda não foram divulgados.