Horner passou 20 anos no comando da operação e liderou a equipe em oito títulos de pilotos e seis campeonatos de construtores. Além da estrutura principal da Red Bull, ele também supervisionava a Red Bull Technologies e a Red Bull Powertrains, divisão criada em 2021 para tocar o projeto de motores.
Horner liga frustração à saída antes do sucesso do projeto
Ao falar sobre sua ligação com a empresa, Horner resumiu o peso pessoal da trajetória: “Coloquei meu coração e minha alma naquele negócio.”
Na mesma entrevista, ele tratou diretamente do sentimento ao ver o resultado acontecer já depois de sua saída. “Fiquei particularmente magoado e me senti roubado por não ter tido a oportunidade de ver esse motor da Red Bull vencer”, declarou.
A conquista teve valor simbólico porque o programa de motores era uma das frentes sob sua supervisão. A Red Bull Powertrains nasceu em 2021 e atravessou a mudança técnica mais recente da categoria, que passou a exigir novos parâmetros para os motores em 2026.
Projeto de motores ganhou força própria e teve aval técnico da FIA
No cenário de 2026, a FIA apontou que a Red Bull Powertrains tinha o melhor motor de combustão interna do grid. O reconhecimento veio no primeiro ano do novo regulamento e antecedeu a vitória conquistada por Verstappen com um carro equipado pelo motor da própria Red Bull.
Antes de consolidar o caminho independente, a Red Bull chegou a buscar a Porsche como parceira para a área de motores, mas o acordo não foi fechado. O projeto seguiu adiante dentro de casa e alcançou a primeira vitória com Verstappen.
Quinze meses depois de sua saída, Horner também admitiu que existe a possibilidade de não voltar à Fórmula 1. Questionado sobre a chance de nunca mais trabalhar na categoria, respondeu: “Com certeza.”