A investigação acontece depois de Verstappen ter fechado a sessão com a pole da classificação sprint. Durante a primeira parte da tomada de tempo, havia bandeira amarela em um setor da pista quando o piloto passou por Hamilton, que vinha em baixa velocidade.
O que está em jogo na análise dos comissários
As orientações da FIA indicam punição de cinco posições no grid para casos de ultrapassagem sob bandeira amarela simples na classificação. Ainda não houve decisão sobre o episódio, e os comissários mantêm margem para avaliar o contexto da manobra antes de definir se haverá ou não sanção.
Entre os pontos considerados nesse tipo de análise estão diferentes ângulos de câmera e as circunstâncias exatas do lance. Karun Chandhok, analista da Sky Sports, afirmou durante a cobertura que “as ações de Max Verstappen serão examinadas de perto”.
O incidente aconteceu ainda no SQ1, quando a pista estava sob regime de bandeira amarela. Nessa condição, os pilotos não podem ultrapassar. Foi por isso que Verstappen acabou convocado à sala dos comissários para responder pela possível infração.
Argumento citado na transmissão envolve atitude de Hamilton
Durante a análise do lance na Sky Sports F1, Jenson Button apontou um elemento que pode entrar na defesa de Verstappen. Segundo o ex-piloto, Hamilton reduziu o ritmo e saiu da linha para permitir a passagem. “Tem também o outro ponto de que o Lewis tirou o pé e foi para o lado para deixá-lo passar”, disse.
Na sequência, Chandhok concordou com essa leitura e indicou que esse deve ser o principal argumento apresentado por Verstappen aos comissários. “Sim, exatamente, essa provavelmente vai ser a defesa do Max”, afirmou.
O próprio Chandhok também citou que consultou rapidamente as diretrizes da FIA durante a transmissão. “Dei uma olhada rápida nas orientações da FIA”, disse o comentarista ao discutir a punição possível para o caso. Mesmo com a referência de cinco posições no grid, a decisão final depende da avaliação dos comissários sobre as imagens e sobre o contexto da ultrapassagem.