O quadro complica ainda mais para a equipe porque Russell terá de cumprir punição por troca de motor e vai largar na última fila da corrida Sprint. Com isso, Antonelli passa a ser o Mercedes mais adiantado no grid de largada.
Atualização do W17 vira ponto de interrogação
A principal dúvida da Mercedes após a sessão é por que a configuração nova não entregou a vantagem esperada. Andrew Shovlin, diretor de engenharia de pista da equipe, admitiu que o desempenho dos dois carros abriu um quebra-cabeça interno.
“Isso nos deixou com um pouco de quebra-cabeça para entender por que a atualização não está trazendo o ganho”, afirmou Shovlin ao comentar a diferença entre Russell e Antonelli.
Segundo o relato da própria equipe, Antonelli sofreu para encontrar um equilíbrio consistente no Treino Livre 1 e voltou a ter dificuldades na classificação, especialmente nas frenagens e nas entradas de curva. O italiano também demonstrou frustração com o comportamento do W17 atualizado e indicou que só mudanças de pilotagem não explicariam a perda para Russell.
“Recuperar a diferença de sete décimos apenas com ajustes na pilotagem seria difícil”, disse Antonelli.
Classificação teve falha de cronometragem e confusão com Bortoleto
A sessão também foi marcada por problemas no sistema de cronometragem. Depois de uma bandeira vermelha provocada por Sergio Pérez, os tempos não estavam sendo registrados corretamente no SQ2, e a direção de prova chegou a informar inicialmente que Gabriel Bortoleto havia sido eliminado no SQ1. Mais tarde, o brasileiro foi confirmado na fase seguinte e acabou classificado em 11º lugar.
A FIA reconheceu que a falha foi causada por um “erro humano”. Após a correção do problema, a classificação Sprint seguiu sem novas interrupções. No resultado final, Verstappen ficou com a pole da Sprint, Russell foi o segundo, Charles Leclerc o terceiro, com Oscar Piastri e Lando Norris fechando o top 5.
































