O erro custou caro no início da prova. Hamilton chegou a ficar mais de 80 segundos atrás do líder antes de um safety car na volta nove reduzir o prejuízo. Depois, ele avaliou que poderia ter vencido pela primeira vez desde Barcelona se a estratégia não tivesse saído errada.
Hamilton diz que foi convencido pela avaliação conjunta
Ao explicar como a escolha foi feita, Hamilton rejeitou a ideia de que a responsabilidade tenha sido exclusivamente da Ferrari. “A decisão vem, coletivamente, de nós trabalhando juntos”, disse. Em seguida, detalhou como a leitura da equipe pesou no desfecho: “Se você tem três pessoas te dando uma perspectiva diferente, no fim acaba sendo convencido”.
A discussão girava em torno do uso de slicks ou intermediários em condições de pista molhada. Ferrari optou pelos slicks com Hamilton, mas o piloto indicou que não estava totalmente seguro com o caminho tomado.
Decisão não foi isolada no grid
A escolha da Ferrari não foi um movimento fora da curva no grid de largada. Treze dos 22 pilotos começaram a corrida com pneus slicks, e mais da metade do pelotão seguiu a mesma linha. Ao mesmo tempo, vários pilotos foram aos boxes para colocar intermediários antes mesmo da bandeira verde.
Na análise da Sky Sports, Naomi Schiff considerou a decisão um cenário de “50 a 50” e apontou que Hamilton também poderia ter bancado sua própria leitura. “Acho que ele provavelmente poderia ter se imposto”, afirmou.
Ted Kravitz, também da Sky Sports, comentou a conversa interna da Ferrari depois do erro e levantou a possibilidade de Hamilton ter lembrado que havia alertado para o risco. A fala do comentarista veio depois de o próprio piloto relatar que a decisão foi construída em conjunto, com influência direta de Vasseur, Togninalli e Santi.