Na avaliação de Leclerc, a diferença aparece principalmente na forma como os rivais conseguem extrair desempenho na hora decisiva. “Acho que isso se deve principalmente aos modos de motor que os outros estão usando”, disse o piloto. Em seguida, resumiu a sensação da Ferrari nas sessões classificatórias: “Assim que a classificação começa, eles simplesmente têm algo que nós não temos.”
Ferrari aparece bem nos treinos, mas não repete o ritmo na classificação
Os números da temporada ajudam a explicar a frustração. Leclerc liderou o Treino Livre 1 em cinco ocasiões e o Treino Livre 2 uma vez. Lewis Hamilton, seu companheiro na Ferrari, foi o mais rápido em um Treino Livre 1 e em dois Treinos Livres 2. A equipe ainda fez dobradinhas em três Treinos Livres 1 e em dois Treinos Livres 2.
Apesar disso, a Ferrari ainda não converteu esse cenário em pole. Leclerc largou em segundo na Áustria, na Grã-Bretanha e no Azerbaijão. Hamilton também saiu de segundo em Barcelona, na Hungria e no GP do Bahrein.
Regra sobre modos de motor limita margem para reação
Um ponto citado no debate é o regulamento que exige o uso do mesmo modo de motor na classificação e na corrida. Isso reduz a possibilidade de um acerto específico apenas para a volta lançada e ajuda a enquadrar a leitura de Leclerc sobre a vantagem dos adversários nesse momento do fim de semana.
Leclerc também destacou que um dos pontos fortes da Ferrari está no comportamento do carro. “Um dos nossos pontos fortes como equipe é que temos um carro bem equilibrado”, afirmou.
Outro fator no cenário da Ferrari é a situação dos componentes da unidade de potência. Os pilotos da equipe estão no limite de uso sem punição, o que restringe a margem para mudanças e pode influenciar decisões ao longo das próximas etapas.
































