O incidente começou com a perda de ritmo de carros na pista ainda antes da largada. Depois dos problemas, todos voltaram ao pit lane para que a questão fosse resolvida. Na sequência, os carros foram reposicionados nas marcas originais do grid, e foi justamente esse ponto que Collins contestou ao analisar o procedimento adotado.
Artigo citado prevê organização pela ordem de entrada no pit lane
Segundo Collins, o regulamento já prevê o que deve ser feito quando o procedimento de largada é interrompido. “A situação foi extremamente caótica, mas existe claramente uma regra para a suspensão do procedimento de largada”, afirmou.
O artigo B5.15.1 citado por ela determina que os carros que entram no pit lane atrás do Safety Car devem ser organizados pela ordem em que chegaram. Na leitura apresentada por Collins, isso difere da decisão de restaurar a ordem original do grid após a volta de apresentação e o retorno coletivo ao pit lane.
O ponto central da discussão, portanto, não foi apenas a interrupção em si, mas a forma como o pelotão foi recomposto depois que o problema foi tratado. A análise feita por Collins trata exatamente desse intervalo entre a volta de apresentação afetada pela lentidão na pista e a nova formação para a largada.
Decisão também mexeu com quem havia ganhado vantagem
Collins também chamou atenção para o efeito esportivo imediato da escolha. Na avaliação dela, pilotos e equipes que haviam se beneficiado do desenrolar da volta de apresentação acabaram perdendo essa vantagem quando a ordem inicial foi restabelecida.
“Quem ganhou alguma vantagem vai sentir que foi prejudicado se a ordem do grid for retomada”, disse a comentarista.
O episódio deixou duas frentes de debate: a aplicação do procedimento de largada após o retorno ao pit lane e a consequência prática para os carros que, pela ordem de entrada, poderiam ter ficado em posições diferentes das originalmente obtidas no grid.