Leclerc ainda precisou parar por causa de danos, e Lewis Hamilton perdeu mais de 80 segundos para a liderança em nove voltas. Um safety car ajudou a Ferrari a recuperar parte do prejuízo, mas não apagou a diferença de execução entre as equipes.
Ao comentar o trabalho dos rivais, Leclerc foi direto: “Tem uma equipe em particular — e essa equipe é a Red Bull — que acerta na maior parte das vezes.”
Nome de Hannah Schmitz aparece no debate sobre a Ferrari
O desempenho da Red Bull nas decisões de corrida recolocou em pauta o nome de Hannah Schmitz, engenheira-chefe de estratégia da equipe. Schmitz entrou na Red Bull em 2009, passou a integrar o time de estratégia em 2011, assumiu uma função de pista em 2017 e foi promovida ao cargo atual em 2021, após a saída de Will Courtenay para a McLaren.
Na Ferrari, a função equivalente é ocupada por Ravin Jain. Segundo o jornalista Ralf Bach, da F1-Insider, Schmitz construiu reputação pelas decisões tomadas em corridas recentes. “Ela tomou algumas decisões brilhantes no passado”, afirmou.
Estrutura atual da Ferrari dificulta um movimento
Apesar da discussão em torno de um possível interesse da Ferrari, não há indicação concreta de mudança. A própria configuração da equipe pesa nesse cenário: a Ferrari não transferiu operações para a chamada Motorsport Valley, no Reino Unido, o que reduz a flexibilidade para profissionais baseados na Inglaterra.
Bach afirmou que a situação pessoal de Schmitz também conta nesse contexto. “Aparentemente, ela é muito ligada à família, com filhos na Inglaterra”, disse o jornalista.
A Ferrari já buscou reforços recentes fora de casa, com as chegadas de Loic Serra e Jerome D’Ambrosio, ambos vindos da Mercedes.