A comparação passa principalmente pelo desenho do circuito. Singapura tem quase 5 km, contra 3,3 km de Mônaco, mas os dois traçados estão entre os mais travados da temporada. Em Marina Bay, há várias curvas de 90 graus e a velocidade média fica abaixo de 200 km/h. Em um dos pontos mais lentos, na região do Hotel Fairmont, os carros fazem a curva a cerca de 50 km/h.
Traçado de rua e corrida com ritmo travado
O apelido também está ligado ao tipo de desafio imposto aos pilotos. Como acontece em Mônaco, Singapura exige precisão em um circuito urbano cercado por muros e com pouco espaço para correção. Os dois traçados passam por áreas de marina, elemento que ajuda a reforçar a associação entre os eventos.
Além da semelhança visual, o histórico esportivo indica o peso da classificação em Singapura. Desde 2008, em 11 das 16 edições da prova, o pole position venceu a corrida. Em um circuito de baixa velocidade média e com muitos trechos estreitos, largar na frente costuma fazer diferença no resultado.
Desgaste físico é um dos traços marcantes da prova
Singapura também se consolidou como uma das corridas mais exigentes do calendário para os pilotos. O número elevado de curvas lentas e a natureza do traçado urbano tornam a volta especialmente trabalhosa, com pouco tempo de respiro ao longo da pista.
Em 2026, o evento ainda ganha um componente extra com a estreia da corrida sprint no fim de semana, ampliando a atividade de pista em uma etapa que já é tratada como uma das mais desafiadoras da temporada.