Fórmula 1

Pressão sobre Vasseur cresce na Ferrari em meio ao jejum de títulos e à distância para a Mercedes

Fred Vasseur voltou ao centro das cobranças na Ferrari em meio ao jejum de títulos da equipe e ao cenário desfavorável nos campeonatos de 2026. A Ferrari não conquista o Mundial de Pilotos desde 2007, com Kimi Raikkonen, nem o de Construtores desde 2008, e hoje aparece 151 pontos atrás da Mercedes na classificação por equipes.

Pressão sobre Vasseur cresce na Ferrari em meio ao jejum de títulos e à distância para a Mercedes
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O dirigente assumiu o comando da Ferrari no fim de 2022, após substituir Mattia Binotto, e tem contrato vigente até 2027. Mesmo sem confirmação oficial de qualquer mudança, o debate sobre seu futuro ganhou força diante da dificuldade da equipe em transformar potencial em campanha de título.

Críticas miram a estrutura interna da Ferrari

Pino Allievi, da Formula Passion, apontou que o principal entrave não está apenas no chefe da equipe, mas na organização interna da Ferrari. “O problema é a burocracia dentro de Maranello”, afirmou ao comentar o contexto em que Vasseur trabalha.

Na mesma linha, Allievi disse que o francês ainda precisa assimilar melhor o peso e a dinâmica do cargo. “Vasseur precisa entender que isso é Ferrari”, declarou. Ao comparar o momento atual com uma fase mais vitoriosa da equipe, ele lembrou o trabalho de Jean Todt e resumiu a diferença de condução dizendo que o antigo dirigente “introduziu disciplina, ordem e clareza”.

As críticas aparecem num momento em que a Ferrari segue distante da disputa mais sólida pelo campeonato. Além da desvantagem para a Mercedes entre os construtores, a liderança do Mundial de Pilotos está com Andrea Kimi Antonelli, que soma 320 pontos.

Hamilton evita concentrar a culpa no chefe da equipe

Lewis Hamilton também tratou do momento da Ferrari e rejeitou a ideia de colocar toda a responsabilidade sobre Vasseur. “O chefe da equipe não deveria levar toda a culpa pelos problemas da equipe”, afirmou.

A declaração de Hamilton desloca parte da discussão para além do comando esportivo, justamente num contexto em que as críticas públicas também citam a estrutura da Ferrari. Enquanto isso, Vasseur continua no cargo sob pressão por resultados, com a equipe ainda tentando encerrar um jejum que já atravessa as últimas temporadas sem títulos de pilotos e construtores.

O contrato atual de Vasseur expira em 2027, e qualquer cenário sobre sua permanência além disso segue no campo da especulação, sem confirmação oficial da Ferrari.

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Redação F1 Racing Mania

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