O quadro preocupa porque o circuito de Marina Bay é um dos mais exigentes da temporada e deve receber centenas de milhares de pessoas. A neblina nesta época do ano é comum durante a estação seca, mas a situação foi agravada pelo super El Niño. Desde junho, as chuvas em Singapura estão cerca de 80% abaixo da média.
Especialistas apontam risco para preparação e tempo de reação
O impacto da poluição não se limita ao desconforto respiratório. Chris Carlsten, professor da Universidade da Colúmbia Britânica e especialista em poluição, afirmou que “a exposição prolongada à fumaça pode prejudicar o desempenho cognitivo dos pilotos”.
Chris Tyler, professor de fisiologia da Universidade de Roehampton, disse que “a exposição à fumaça por vários dias pode ser prejudicial”, o que coloca atenção especial sobre a rotina de treinos e recuperação antes da corrida.
Um estudo citado no contexto do evento apontou que a poluição pode afetar o tempo de reação em nível comparável ao consumo de álcool. Para pilotos que enfrentam um traçado urbano fisicamente desgastante, o efeito potencial sobre concentração e resposta rápida ganha peso adicional.
Orientação inclui evitar atividade ao ar livre
Lewis Hamilton relembrou uma experiência anterior em Singapura sob condições semelhantes e afirmou: “Recebi orientação para evitar exercícios ao ar livre nos dias anteriores à corrida”. A recomendação ajuda a explicar como a fumaça pode mudar a preparação dos pilotos mesmo sem impacto direto no cronograma oficial.
Os efeitos também podem atingir o público. Wang Jingyu, professor do Instituto Nacional de Educação de Singapura, afirmou que “pessoas saudáveis podem apresentar sintomas como irritação na garganta e tosse”.
Segundo a previsão para o evento, máscaras N95 estarão disponíveis no circuito, se necessário.