“O que mudou é que o ritmo de corrida é muito mais lento do que na nossa época”, afirmou Montoya ao comentar a competitividade de pilotos mais experientes no grid atual.
Hamilton entrou para o grupo dos 20 pilotos mais velhos a subir ao pódio na Fórmula 1 e, em junho, se tornou o sétimo vencedor de corrida mais velho da história. Ele seguirá na categoria por pelo menos mais uma temporada e estará perto dos 43 anos no fim de 2027.
Gestão de pneus e energia mudou o perfil das corridas
Entre os fatores citados para explicar esse cenário está a forma como as corridas passaram a ser disputadas. Hoje, os pilotos precisam administrar mais os pneus, o que torna raro andar no limite durante toda a prova. Além disso, as velocidades de contorno de curva foram reduzidas por causa do gerenciamento de energia.
Nesse contexto, a maneira mais eficiente de extrair tempo de volta passou a ser pilotar em torno de 90% do esforço, e não em ataque total por longos períodos.
Hamilton e Alonso seguem como referências entre os veteranos
Fernando Alonso também aparece nesse debate. Seu último pódio foi no fim de 2023, e ele igualmente seguirá na Fórmula 1 por pelo menos mais um ano. Durante a temporada de 2027, Alonso terá 46 anos e será o primeiro piloto a competir além dessa idade desde 1972.
Na comparação entre gerações, a diferença de idade no grid atual também chama atenção: Kimi Antonelli, líder do campeonato, é 21 anos mais novo que Hamilton.
Ralf Schumacher fez avaliação semelhante sobre o momento do heptacampeão. Para ele, o desempenho de Hamilton em 2026 indica que a Fórmula 1 atual exige menos fisicamente do que em outros períodos: “O sucesso do Hamilton em 2026 mostra que a Fórmula 1 hoje em dia não é tão física”.
































