Fórmula 1

Verstappen defende volta dos V8 e quer sistema manual de ultrapassagem no lugar do DRS na F1

Max Verstappen criticou o rumo técnico adotado pela Fórmula 1 e defendeu uma mudança ampla no pacote da categoria: a volta dos motores V8 e a substituição do DRS por um sistema manual de potência extra para ultrapassagens. A posição do piloto da Red Bull Racing aparece no momento em que o novo regulamento deveria levar a uma divisão de 50/50 entre motor a combustão e elétrico.

Verstappen defende volta dos V8 e quer sistema manual de ultrapassagem no lugar do DRS na F1
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Para Verstappen, a F1 está indo na direção errada com esse caminho. A proposta dele passa por abandonar os atuais híbridos V6 turbo e retomar uma configuração mais simples, com menos dependência do conceito híbrido que hoje faz parte da base técnica da categoria.

Ao explicar a ideia, o holandês resumiu a própria visão de forma direta: “Isso resolveria muita coisa”. Em outro trecho, ao tratar da mudança que gostaria de ver, foi objetivo: “Neste momento, eu mudaria o motor de volta para um V8”.

Proposta mexe em dois pilares do regulamento técnico

A fala de Verstappen não ficou limitada à motorização. O piloto também se posicionou contra a permanência do Sistema de Redução de Arrastamento, o DRS, recurso usado na Fórmula 1 desde 2011 para facilitar ultrapassagens por meio da asa móvel.

No lugar do DRS, a sugestão é um sistema manual no estilo do push to pass, em que o piloto aciona potência extra para atacar o carro à frente. Na avaliação de Verstappen, esse tipo de solução já entregaria ganho suficiente para permitir a manobra. “Isso já é potente o bastante para gerar uma ultrapassagem”, afirmou.

A combinação defendida por ele, portanto, envolve duas mudanças centrais: um motor diferente do conceito híbrido atual e uma ferramenta de disputa por posição baseada em entrega extra de potência, e não em redução de arrasto aerodinâmico.

Debate recoloca em cena um motor ausente desde 2013

A volta dos V8 significaria recuperar uma configuração que não é usada na Fórmula 1 desde o fim da temporada de 2013. Desde então, a categoria passou a operar sem esse tipo de motor, enquanto o DRS se manteve como um dos principais recursos regulamentares para favorecer as ultrapassagens ao longo das corridas.

As declarações de Verstappen também surgem em meio à discussão sobre o futuro técnico da F1 até 2030. Nesse cenário, o piloto se colocou publicamente contra a direção prevista para o equilíbrio entre o motor a combustão e a parte elétrica no próximo conjunto de regras.

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Redação F1 Racing Mania

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