O cenário em Marina Bay é visto internamente como um dos mais específicos do calendário. Além do calor elevado, o traçado impõe dificuldades no equilíbrio aerodinâmico e no comportamento do carro sobre as ondulações, com impacto direto no trabalho de suspensão e no pacote geral de acerto.
Calor e resfriamento viram ponto central do fim de semana
Neil Houldey, diretor técnico de Engenharia Aplicada da McLaren, destacou que Singapura cobra da equipe em várias frentes ao mesmo tempo. “Singapura apresenta um desafio único, porque sabemos que tudo vai ficar quente”, afirmou.
Nesse contexto, o resfriamento passa a ser decisivo não só para a unidade de potência, mas também para câmbio, freios e até para o piloto. A pista também exige atenção especial nas curvas lentas de 90 graus, um tipo de trecho em que a McLaren admite que pode não ter vantagem natural.
Por isso, a prioridade da equipe é maximizar cada área do carro para extrair desempenho mesmo em uma configuração menos favorável. A McLaren também pretende usar os dados das duas provas anteriores para corrigir pontos que impediram resultados melhores nas últimas etapas.
Equipe prevê treinos limitados e quer reagir rápido à pista
Outro fator considerado pela McLaren é o formato do fim de semana, já que a programação com Sprint reduz o tempo de Treino Livre e aumenta a importância de chegar com um plano mais fechado para o carro. Ao mesmo tempo, a equipe reconhece que terá de reagir rapidamente ao que encontrar na pista e a possíveis incidentes ao longo das sessões.
Houldey resumiu a ambição da McLaren para a reta final da temporada de forma direta: “Queremos vencer as duas corridas e sabemos que temos um carro rápido.” O dirigente também avaliou que a disputa pelas posições de pódio segue aberta nas etapas que restam.