A prova começou com mais de 90 minutos de atraso, cenário que abriu margem para estratégias diferentes no grid. A McLaren chegou a colocar os dois carros com slicks inicialmente, mas mudou o plano de Oscar Piastri antes da largada. Norris, porém, seguiu com a aposta mais agressiva.
Norris admite que a escolha foi arriscada
Depois da corrida, o piloto da McLaren disse que a decisão parecia ousada já naquele momento. “Pareceu talvez um pouco arriscado”, afirmou Norris ao comentar a opção pelos pneus de pista seca.
Na avaliação do britânico, a leitura da equipe acabou não se confirmando na prática. “Isso também levou à nossa decisão, mas no fim erramos”, disse.
A estratégia foi montada em um momento de incerteza sobre o comportamento do asfalto e dos compostos. Mesmo sem funcionar para Norris no início da prova, a diferença de rendimento entre os pneus diminuiu com o passar das voltas.
Ritmo dos slicks melhorou a partir da oitava volta
No fim da oitava volta, os carros com slicks já registravam tempos próximos aos dos intermediários. O dado ajuda a explicar por que a McLaren considerou viável começar a corrida com pneus de pista seca, apesar das condições ainda molhadas.
Andrea Stella, principal da McLaren, apontou o desgaste dos intermediários como um fator importante nessa leitura. “Nesse tipo de asfalto, os pneus intermediários estavam se desgastando muito rapidamente”, explicou.
A equipe, então, tentou explorar justamente essa deterioração com uma escolha alternativa antes da largada. No caso de Norris, o custo esportivo veio nas primeiras voltas, quando ele perdeu posições e foi parar fora da zona de pontos antes de reagir ao longo da corrida.
Piastri não seguiu o mesmo caminho do companheiro, porque a McLaren alterou a estratégia do australiano ainda antes da largada.
































