A explicação da entidade liga o caso ao modo de motor usado para pista molhada. Nesse ajuste alternativo, a entrega de potência elétrica é limitada a 250 kW, em vez dos 350 kW usados em pista seca. Essa redução, porém, não vale para toda a volta: ela é aplicada apenas em setores específicos, e a curva 9 está entre os pontos em que o sistema pode atuar de forma mais agressiva.
Modo de pista molhada levou carro a bloqueio de emergência
Segundo a FIA, na curva 9 o MGU-K pode até se desligar completamente por um instante. Foi a partir dessa condição que o carro de Verstappen entrou em um modo chamado “compensação contínua”, descrito como um bloqueio de emergência de 60 segundos introduzido em 2026 para desativar o MGU-K.
A entidade admitiu que o problema não se resume a um único comando eletrônico. Em sua avaliação, “a falha de software é mais profunda”.
O caso ajuda a explicar por que a perda de desempenho não ficou restrita apenas à parte elétrica. O acionamento do mecanismo de proteção interrompeu justamente um sistema que, naquele modo de operação, já trabalhava com restrição em determinados trechos da pista.
Queda de pressão apareceu atrás do safety-car
Outro ponto observado foi a queda na pressão de sobrealimentação quando os carros reduziram o ritmo atrás do safety-car. A partir daí, o problema passou a envolver mais do que a entrega de energia elétrica e afetou o funcionamento do conjunto de potência de forma mais ampla.
A FIA ainda não fechou a investigação sobre a causa exata da parada do motor de combustão interna. Até o momento, a conclusão disponível é que o incidente começou com a lógica de software ligada ao modo de pista molhada e ao acionamento do sistema de proteção na curva 9.
Lewis Hamilton também aparece entre os nomes citados no caso, enquanto a FIA segue sem uma resposta final sobre por que o motor a combustão deixou de funcionar após a sequência iniciada pelo bloqueio eletrônico.